Quando a Nintendo anunciou Paper Mario no fim dos anos 90, muitos fãs imediatamente pensaram em Super Mario RPG do Super Nintendo, aquele jogo marcante feito em parceria com a Square. Mas, apesar da comparação ser inevitável, a proposta aqui era outra: Paper Mario até herdava alguns elementos de RPG, como batalhas em turnos e progressão de personagens, mas estava longe de ser um sucessor direto. Em vez de mergulhar em um enredo épico e complexo, o jogo do Nintendo 64 buscava algo mais leve, acessível e criativo, combinando exploração, humor e aventura com uma pitada de estratégia.
Estilo visual – O mundo em papel
Em meio à avalanche de jogos tridimensionais da época, Paper Mario se destacou por abraçar um estilo visual único. Personagens bidimensionais, como se fossem recortes de papel, habitavam cenários em 3D que lembravam páginas de um livro pop-up. Essa escolha artística foi um verdadeiro acerto: além de contornar as limitações técnicas do Nintendo 64, trouxe um charme atemporal, que ainda hoje impressiona pela criatividade e carisma.
Os cenários eram coloridos e variados, desde vilarejos pacíficos até fortalezas de Bowser, todos com uma identidade própria e cheios de pequenos detalhes que reforçavam a sensação de estar em um mundo “de papel”.
Som – Humor em forma de música
A trilha sonora, composta por Yuka Tsujiyoko, acompanhava bem a proposta mais leve do jogo. Canções alegres, melodias cartunescas e temas empolgantes para batalhas criavam um clima descontraído e divertido.
Os efeitos sonoros também merecem destaque: do som característico dos saltos de Mario até pequenos barulhos de papel se dobrando, cada detalhe reforçava a identidade única do jogo.
Jogabilidade – Aventuras com tempero de RPG
É aqui que Paper Mario se diferencia do seu “primo distante” do SNES. Embora tenha batalhas em turnos e pontos de experiência, o jogo não coloca o peso do RPG tradicional como foco. Tudo é simplificado: os menus são claros, os comandos fáceis de entender e a progressão é gradual, acessível até para quem nunca jogou um RPG.
O diferencial está nos comandos de ação – apertar o botão no momento certo para causar mais dano ou se defender melhor. Isso traz dinamismo e mantém o jogador atento em cada combate.
Outro ponto importante são os companheiros de Mario, cada um com habilidades únicas, tanto em batalhas quanto na exploração. Eles ampliam as possibilidades e deixam a jornada variada e divertida. Fora dos combates, há puzzles simples, exploração criativa e muito humor – lembrando mais uma grande aventura interativa do que um RPG tradicional.
Veredito
Paper Mario não tentou repetir a fórmula de Super Mario RPG, e isso foi sua maior virtude. Ao invés de buscar um enredo épico e mecânicas mais profundas, o jogo trouxe leveza, charme e um estilo inconfundível, inaugurando uma nova linha dentro da franquia Mario.
Mais do que um RPG, Paper Mario é uma aventura de exploração, puzzles e batalhas acessíveis, que combina estratégia com humor e criatividade. Um título que marcou o Nintendo 64 e até hoje é lembrado com carinho por sua originalidade.





Nenhum comentário:
Postar um comentário