Depois de uma das esperas mais comentadas do mundo dos games independentes, Hollow Knight: Silksong finalmente chegou. Anos de desenvolvimento silencioso, surgimento de teorias, adiamentos e expectativas da comunidade criaram um dos lançamentos mais aguardados desta geração. Mas agora que o jogo está em mãos, a grande questão é valeu a espera? Sim e muito.
A seguir, exploramos o longo período de criação, seus gráficos, som, jogabilidade e tudo o que evoluiu em relação ao clássico Hollow Knight.
Um desenvolvimento longo e cheio de expectativas
Silksong começou como um simples DLC, mas cresceu tanto em escopo e ambição que se transformou em um jogo completo. Esse crescimento, aliado ao perfeccionismo da equipe da Team Cherry, prolongou o desenvolvimento muito além do imaginado e convenhamos, também alimentou a ansiedade dos fãs.
Apesar disso, o resultado mostra que o tempo foi bem utilizado: cada área, animação e sistema do jogo transparece cuidado artesanal e um refinamento típico de projetos independentes guiados pela paixão.
Gráficos: o familiar elevado a um novo patamar
Visualmente, Silksong mantém a estética desenhada à mão do original, mas com um nível de polimento superior. Pharloom, o novo reino, é extremamente variado, com ambientes mais vivos, animados e detalhados. A fluidez das animações de Hornet e dos inimigos chama atenção logo de início.
A paleta de cores é mais vibrante que a de Hallownest, oferecendo cenários que parecem respirar e se transformar ao nosso redor. O jogo preserva a identidade visual da série, mas eleva tudo com naturalidade, como se fosse uma evolução inevitável.
Som: trilha e efeitos que constroem atmosfera
A trilha sonora segue a tradição da franquia: melodias emotivas, que equilibram mistério, tensão e contemplação. Cada área tem tema próprio, que se encaixa perfeitamente no clima daquele ambiente.
Os efeitos sonoros dos ataques, impactos, movimentações e elementos ambientais estão ainda mais ricos e nítidos, ajudando a construir uma ambientação mais envolvente. O som tem papel importante na sensação de movimento constante e na imersão durante combates.
Jogabilidade: agilidade e profundidade estratégica
A maior revolução de Silksong está na jogabilidade. Hornet é mais rápida, elástica e técnica que o Cavaleiro do primeiro jogo. Isso muda completamente o ritmo.
Entre as novidades:
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Ferramentas que ampliam o estilo de combate e oferecem recursos ofensivos e de suporte.
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Crests e variações que permitem customizar o estilo de jogo de forma mais direta.
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Sistema de Silk, que substitui a cura tradicional e adiciona camadas de estratégia na administração de habilidades.
O combate é mais dinâmico e variado, e a exploração ganha novas possibilidades graças aos movimentos verticais, impulsos e ganchos. O resultado é uma experiência mais veloz, mais fluida e que incentiva abordagens diferentes para cada área e chefe.
Evolução em relação ao antecessor
Comparando com Hollow Knight, Silksong se destaca por oferecer:
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Mobilidade significativamente maior, deixando o jogo mais ágil.
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Sistemas de build mais elaborados, permitindo que o jogador encontre estilos próprios.
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Quests secundárias mais estruturadas, que expandem narrativas locais e recompensas.
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Cenários mais iluminados e variados, ampliando a sensação de descoberta.
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Combate mais tático, menos dependente de uma única forma de jogar.
Apesar das novidades, o jogo mantém o DNA do original: desafios difíceis, ambientação profunda e progressão marcada por exploração, descobertas e domínio das mecânicas.
Veredito
Hollow Knight: Silksong consegue a façanha de ser fiel ao espírito do primeiro jogo enquanto oferece uma experiência mais ampla, refinada e dinâmica. Tudo parece maior, mais vivo e mais polido. A espera foi longa (muito longa), mas o resultado mostra que o tempo extra foi usado para criar algo especial.
Para fãs de metroidvanias, é obrigatório. Para quem amou o original, é a evolução que todos imaginavam. E para novos jogadores, é um dos melhores pontos de entrada no gênero.





