Se você é fã de um bom beat 'em up das antigas, com certeza conhece a lendária placa CPS-1 da Capcom. Mas hoje vamos falar de uma "pérola escondida": o port de Captain Commando para o PlayStation (PS1).
Lançado em 1998, este título é uma curiosidade histórica por diversos motivos, especialmente pelo seu status de raridade. Vamos analisar se ele faz jus ao herói que já foi o mascote da Capcom.
O Exclusivo que Cruzou o Oceano (ou não)
Enquanto títulos como Street Fighter e Resident Evil dominavam o mundo, o port de Captain Commando teve um destino curioso: ficou restrito ao Japão.
Lançado pela New Corp em parceria com a Capcom, ele nunca teve uma versão americana ou europeia oficial no PS1. Isso o tornou um item de colecionador caríssimo. Por anos, a única forma de jogá-lo no Ocidente era através da importação (ou dos famosos discos "alternativos" da época). Essa exclusividade deu ao jogo uma aura de misticismo entre os donos de PlayStation.
Fidelidade ao Arcade: O Poder do 2D no PS1
Diferente da versão anterior para Super Nintendo (que, apesar de competente, sofria com cortes de frames, inimigos reduzidos e sprites menores), a versão de PlayStation é surpreendentemente fiel ao Arcade.
Sprites: O tamanho dos personagens é idêntico ao original. Ver o Baby Head (ou Mack the Knife) em sua glória pixelada sem as limitações de 16-bits é uma satisfação imensa.
Contagem de Inimigos: O PS1 lida muito melhor com a horda de vilões na tela, mantendo o caos frenético sem os slowdowns constantes.
Cortes: Quase nada foi deixado para trás. As transições de fase e as animações de morte (como os inimigos sendo partidos ao meio ou eletrocutados) estão presentes.
Gráficos e Som
Visual Retrô Refinado
Os gráficos são vibrantes. O design futurista-punk de Metro City em 2026 (olha só, o nosso "presente"!) brilha no console da Sony. As cores são vivas e os efeitos de luz das chamas e ataques especiais do Capitão são nítidos. É um banho de nostalgia visual para quem frequentava os fliperamas nos anos 90.
A Batida da Justiça
O som é outro ponto alto. A trilha sonora original foi preservada com ótima qualidade. Os efeitos sonoros de socos, explosões e o clássico grito de "Captain Commando!" ao selecionar o personagem são limpos. Não há aquela compressão de áudio que incomodava em alguns ports da época.
Jogabilidade: Pancadaria de Primeira
A jogabilidade é o coração do jogo, e aqui ela bate forte. O controle do PS1 responde muito bem, e o mapeamento dos botões facilita a execução dos especiais (que consomem um pouco de vida).
Os 4 Comandos: A dinâmica entre Captain Commando (equilibrado), Ginzu (rápido), Mack (alcance) e Baby Head (força) continua excelente.
Multiplayer: O jogo brilha no cooperativo. É o tipo de experiência feita para ser jogada com um amigo ao lado, dividindo a tela e a estratégia para derrubar os chefes bizarros como o Monster ou o Dr. Facker.
Dificuldade: Ele mantém o DNA dos arcades, ou seja, é um "papa-fichas". Prepare-se para usar alguns continues na reta final.
Veredito
O port de Captain Commando para PlayStation é, sem dúvida, é a melhor versão caseiras do jogo, e entrega a experiência definitiva para quem quer o arcade na sala de casa sem precisar de um hardware de emulação moderno, o jogo só ao foi mais badalado na época devido o lançamento tardio e o fato de ter sido lançado apenas no Japão.



