Mega Man (NES)

Quando falamos em clássicos que marcaram a história dos videogames, Mega Man para o NES é um dos primeiros nomes a surgir. Lançado em uma época em que o console da Nintendo estava em seu auge, o jogo apresentou ao público uma fórmula que misturava desafio intenso, carisma e inovação, dando origem a uma das franquias mais icônicas da Capcom.

A capa americana definiticvamennte não faz jus ao jogo

Gráficos

Para os padrões do NES, Mega Man trouxe cenários coloridos e bem variados, com fases temáticas que representavam perfeitamente cada Robot Master. Mesmo com as limitações da plataforma, o design dos inimigos e do protagonista se destacava pela identidade visual, tornando cada fase memorável. Era um jogo que mostrava como a criatividade conseguia compensar a simplicidade técnica da época.

Som

As trilhas sonoras de Mega Man se tornaram lendárias. Cada fase possuía sua própria música, com composições marcantes que se encaixavam perfeitamente no ritmo frenético da jogabilidade. Apesar do hardware limitado, o chip de som do NES foi explorado de forma brilhante, criando melodias que ainda hoje são lembradas e reimaginadas em concertos e remixes.

Jogabilidade

A jogabilidade é o coração de Mega Man. O sistema de derrotar chefes e absorver suas habilidades trouxe uma inovação que diferenciava o jogo de outros títulos de ação da época. Cada arma conquistada abria novas possibilidades estratégicas, tornando as fases mais dinâmicas e incentivando a experimentação. O controle do personagem era preciso, ainda que exigisse reflexos rápidos e domínio da mecânica de saltos e disparos.



Dificuldade

Mega Man também ficou conhecido por sua dificuldade acentuada, um verdadeiro teste de paciência e habilidade. As fases eram repletas de armadilhas, inimigos posicionados de forma cruel e saltos milimétricos. Essa dureza, típica dos jogos do NES, ajudou a criar sua reputação e fez dele um título desafiador, mas recompensador para aqueles que persistiam.

Legado

Mais do que um simples jogo, Mega Man se tornou o ponto de partida de uma das franquias mais duradouras e queridas da Capcom. Sua fórmula se refinou ao longo das continuações, mas foi no primeiro título que se estabeleceu a base de tudo. Até hoje, o robozinho azul é símbolo de persistência, habilidade e diversão clássica.

Veredito

Mega Man no NES é mais do que apenas nostalgia. Ele representa um marco na evolução dos jogos de ação e plataformas, equilibrando gráficos criativos, trilha sonora inesquecível e uma jogabilidade que testava os limites do jogador. Mesmo com sua dificuldade implacável, foi justamente esse aspecto que ajudou a eternizá-lo como um dos maiores ícones da história dos videogames.

Doom Troopers (SNES)

Lançado em 1995 para Super Nintendo e Mega Drive, Doom Troopers: Mutant Chronicles é um jogo de ação e tiro em plataforma baseado no universo do RPG de mesa Mutant Chronicles. Desenvolvido pela Adrenalin Entertainment e publicado pela Playmates Interactive, o título tenta capturar a essência sombria e violenta do material original, mas com as limitações técnicas do 16 bits da Nintendo.

Jogabilidade

Doom Troopers segue a fórmula clássica dos run and gun dos anos 90, lembrando títulos como Contra e Turrican. O jogador pode escolher entre dois personagens, Mitch Hunter e Max Steiner, cada um com armas automáticas e granadas, avançando por fases repletas de inimigos mutantes e armadilhas.

A jogabilidade é rápida e direta, com foco total na ação. No entanto, os controles podem parecer um pouco travados, principalmente nos pulos e na troca de direção, o que torna o jogo mais difícil do que deveria. Ainda assim, o desafio agrada aos fãs de jogos intensos e punitivos.

Um destaque vai para o modo cooperativo, que adiciona muita diversão, tornando o massacre de mutantes uma experiência mais empolgante ao lado de um amigo.

Gráficos

Para o padrão do Super Nintendo, Doom Troopers apresenta visuais sombrios e detalhados. Os cenários são repletos de ruínas, sangue e mutantes grotescos, refletindo bem o clima pós-apocalíptico do universo do jogo.

Os sprites dos personagens são grandes e bem animados, e os efeitos de tiro e explosões são convincentes. No entanto, o jogo sofre com queda de desempenho em momentos de muita ação, o que é perceptível especialmente no modo cooperativo.

Mesmo assim, o estilo visual violento e cru se destaca entre os jogos do console, especialmente por seu uso ousado de sangue e mutilações, algo incomum para títulos do SNES.

Som e Trilha Sonora

A trilha sonora é composta por músicas pesadas e tensas, que combinam com o clima de guerra e destruição. Embora as faixas não sejam muito variadas, cumprem bem o papel de manter o jogador em estado de alerta.

Os efeitos sonoros, como tiros, explosões e gritos dos inimigos, são fortes e satisfatórios, ajudando a reforçar a sensação de caos no campo de batalha.

Veredito

Doom Troopers (SNES) é um jogo de ação intenso e desafiador, que tenta oferecer uma experiência brutal e sombria dentro das limitações do console. Embora não seja perfeito, com controles um pouco duros e desempenho irregular, entrega uma boa dose de adrenalina e violência, especialmente para os fãs de run and gun clássicos.


Salamander Deluxe Pack Plus (PS1)

Quando pensamos em clássicos dos arcades, Salamander e Life Force sempre aparecem como nomes de peso no gênero shoot ’em up. A Konami decidiu trazer essa experiência para o PlayStation em um pacote especial: o Salamander Deluxe Pack Plus, que reúne Salamander, Life Force e Salamander 2, adicionando melhorias gráficas, sonoras e extras que dão um charme a mais à coletânea.

Gráficos

Visualmente, a coletânea impressiona pelo cuidado com os cenários. Os fundos são ricos em detalhes, com ambientes que mesclam o biológico e o tecnológico, transmitindo bem a atmosfera peculiar da série. As animações dos inimigos, tiros e explosões rodam de maneira suave, mantendo a intensidade característica do gênero.


Um dos grandes atrativos são as cenas de abertura em CG, algo exclusivo dessa versão para PS1, que reforçam a sensação de estar diante de uma edição especial e dão um ar moderno em relação às versões originais de arcade.

Som

A trilha sonora foi retrabalhada com clareza e fidelidade, aproveitando o hardware do PlayStation. As músicas, já marcantes nos arcades, aqui ganham mais definição e arranjos limpos que acompanham bem a ação acelerada.

Os efeitos sonoros também chamam atenção: explosões, tiros e vozes digitalizadas trazem energia e intensidade às partidas. Para os fãs da música da série, há ainda um modo “sound test” que permite ouvir todas as faixas, inclusive demos e composições não utilizadas, um verdadeiro presente para os apreciadores de trilhas de jogos retrô.

Jogabilidade

A essência clássica da série foi preservada. O jogador enfrenta ondas de inimigos, coleta power-ups que imediatamente fortalecem a nave e encara chefes gigantescos em fases de rolagem horizontal e vertical. A jogabilidade continua sendo rápida, precisa e exigente, exigindo reflexos apurados e uma boa dose de memorização de padrões.

A dificuldade é alta, característica dos shoot ’em ups da época, mas isso faz parte do desafio e da diversão. A coletânea também garante boa rejogabilidade, já que traz três jogos completos, além de opções extras que incentivam voltar ao disco diversas vezes.

Conteúdo Extra

O Deluxe Pack Plus não é apenas uma simples reunião de jogos antigos. Ele agrega valor com:

  • Cenas em CG exclusivas para as aberturas.

  • Sound test completo, incluindo músicas bônus e faixas não utilizadas.

  • Variações das versões de Salamander e Life Force, além de Salamander 2, garantindo diversidade de estilos e fases.

Esses extras tornam a coletânea mais do que uma simples emulação: é uma verdadeira celebração da franquia.

Veredito

Salamander Deluxe Pack Plus para PlayStation é um pacote indispensável para fãs de shoot ’em ups e colecionadores de clássicos da Konami. Ele entrega uma experiência fiel aos originais, mas com melhorias gráficas, sonoras e conteúdos adicionais que valorizam ainda mais a coletânea.

Para quem viveu a era dos arcades, é uma chance de reviver a nostalgia com recursos modernos. Para novos jogadores, é uma porta de entrada para três dos maiores clássicos do gênero, todos em um só disco.

The King of Fighters ‘96 (Neo Geo)

Quando falamos de jogos de luta dos anos 90, é impossível não mencionar The King of Fighters ‘96, um dos capítulos mais marcantes da clássica franquia da SNK. Lançado para o Neo Geo, esse título não apenas manteve o espírito da série, mas também trouxe uma verdadeira repaginada visual e mecânica que consolidou de vez a popularidade do torneio dos sonhos.


Gráficos

O salto gráfico de KOF ‘96 em relação aos anteriores é inegável. A pixel art recebeu um tratamento especial: todos os personagens foram redesenhados, ganhando poses novas, animações mais fluidas e detalhes que transparecem a identidade de cada lutador. Cenários também ganharam vida, exibindo camadas, cores vibrantes e um estilo artístico que se tornou assinatura da série. Não é exagero dizer que a SNK, nessa época, mostrava ao mundo a força do Neo Geo como uma das plataformas mais poderosas para 2D.


Som

As músicas de KOF ‘96 marcaram época e ainda ecoam na memória dos fãs. Cada equipe trouxe trilhas sonoras únicas que, além de reforçarem a identidade dos personagens, contribuíam para a imersão do jogo. Os efeitos sonoros também impressionavam: golpes, especiais e vozes digitalizadas tinham impacto e peso, deixando cada luta ainda mais empolgante. Não à toa, algumas composições desse jogo continuam sendo lembradas como clássicos absolutos da série.


Jogabilidade

É na jogabilidade que The King of Fighters ‘96 mostra sua verdadeira evolução. O sistema de esquiva, agora se baseando em rolamentos, tornando os combates mais dinâmicos e estratégicos. Além disso, o balanceamento de lutadores foi ajustado, tornando as partidas menos dependentes de personagens apelões e mais equilibradas. Isso fez com que o jogo fosse mais competitivo.

Outro ponto importante é a introdução de novas mecânicas de pressão e contra-ataque, que exigiam mais técnica e leitura de jogo dos jogadores. Com isso, KOF ‘96 elevou o nível da franquia, tornando-a uma das referências em jogabilidade no gênero de luta.

Veredito

The King of Fighters ‘96 não foi apenas uma sequência: foi um marco. Com gráficos renovados, trilhas sonoras inesquecíveis e uma jogabilidade ajustada que trouxe mais estratégia e equilíbrio, ele definiu o rumo da franquia e pavimentou o caminho para os capítulos seguintes. Até hoje, é lembrado como um dos títulos mais importantes da série, e um dos responsáveis por transformar o Neo Geo em sinônimo de excelência nos jogos de luta.

The House of the Dead – Sega Saturn: Um Clássico do Terror em Luzes e Som

Quando se fala em jogos de tiro sobre trilhos, poucos títulos conseguiram marcar tanto quanto The House of the Dead no Sega Saturn. Lançado em meados dos anos 90, este jogo trouxe para os fãs de terror e ação uma experiência intensa, com gráficos surpreendentes, trilha sonora envolvente e uma jogabilidade que mantém o jogador à beira da cadeira.

Gráficos: Terror em 3D 

Para a época, os gráficos de The House of the Dead eram de tirar o fôlego. Utilizando polígonos 3D simples mas extremamente eficazes, o jogo consegue criar cenários sombrios e criaturas grotescas que, apesar da limitação técnica do Saturn, passam uma sensação de tensão constante. Os efeitos de luz e sombra ajudam a imersão, e cada sala e corredor do jogo é cuidadosamente desenhado para manter o jogador em alerta. É interessante notar como os personagens e inimigos, embora blocados, conseguem transmitir ação e horror de forma bastante convincente.

Som: Trilha e Efeitos que Amarram o Clima

O áudio do jogo também merece destaque. A trilha sonora combina composições tensas com momentos de silêncio estratégico, aumentando o clima de suspense. Os efeitos sonoros das armas, grunhidos dos zumbis e portas rangendo complementam a experiência de terror, tornando cada tiro e cada avanço pelos cenários uma verdadeira imersão sonora. Para um console de 32 bits, o Saturn se saiu muito bem ao reproduzir sons detalhados e atmosferas carregadas de tensão.

Jogabilidade: Ação Sem Complicações

O coração de The House of the Dead está na jogabilidade. O jogo segue o clássico estilo “rail shooter”, ou seja, você não controla o movimento do personagem, apenas mira e dispara nos inimigos que surgem. Essa simplicidade é enganosamente viciante: reflexos rápidos e precisão são fundamentais para sobreviver às ondas de mortos-vivos. 

LightGun Sega Saturn

O jogo ainda oferece múltiplos caminhos e finais, incentivando a rejogabilidade. A resposta dos controles é rápida e fluida, mesmo considerando o hardware do Saturn, e o ritmo frenético mantém o jogador sempre atento.

Conclusão

The House of the Dead no Sega Saturn é uma obra que soube aproveitar ao máximo as limitações do console, entregando gráficos 3D imersivos, som de qualidade e uma jogabilidade viciante. Para quem gosta de terror e ação, é uma experiência obrigatória que combina adrenalina, estratégia e atmosfera de arrepiar. Um clássico que marcou os anos 90 e continua a ser lembrado por fãs do gênero até hoje.

Pilotwings (SNES) – Voando Alto com o Mode 7

Quando o Super Nintendo foi lançado, um dos grandes chamarizes para mostrar o poder de seu novo hardware foi Pilotwings. Lançado junto ao console, o jogo rapidamente se destacou não apenas por ser divertido, mas por exibir de maneira impressionante o potencial do Mode 7, a tecnologia que permitia rotação e escala de sprites para criar a sensação de 3D no mundo 2D do SNES.

Gráficos – O Poder do Mode 7

Pilotwings não apenas aproveita o Mode 7, mas o coloca como protagonista. Planos de voo, pistas de pouso e obstáculos ganham uma sensação de profundidade impressionante para a época. A transição suave entre o solo e o céu, aliada a efeitos de zoom e rotação, dá ao jogador a ilusão de estar realmente pilotando diferentes veículos aéreos. Cada cenário, embora simples, se torna dinâmico graças a esse recurso, que fazia o jogador sentir cada curva e cada descida com realismo surpreendente para 1990.

Som – Trilha Aérea que Empolga

O áudio acompanha o clima leve e descontraído do jogo. A trilha sonora, composta por temas alegres e envolventes, transforma cada desafio em uma experiência relaxante e divertida. Os efeitos sonoros são satisfatórios, com o zumbido dos motores, o barulho do paraquedas se abrindo e pequenos alertas que reforçam a sensação de estar no comando de uma aeronave. Nada revolucionário, mas extremamente competente e coerente com o espírito do jogo.

Jogabilidade – Simples, Desafiadora e Viciante

Pilotwings se divide em várias modalidades de voo: avião, asa-delta, jetpack e paraquedas. Cada desafio exige timing preciso e controle exato, tornando cada tentativa uma mistura de aprendizado e diversão. A física do jogo, embora simplificada, é convincente o suficiente para gerar tensão e satisfação a cada pouso perfeito ou acrobacia bem-sucedida. O design de níveis incentiva a repetição, aumentando o interesse do jogador em dominar cada modalidade.

Destaque – Um Jogo de Lançamento que Impressiona

Como um dos títulos de lançamento do Super Nintendo, Pilotwings tinha a responsabilidade de mostrar o que o console era capaz de fazer. E cumpriu com louvor. A junção do Mode 7 com uma jogabilidade acessível e viciante transformou o jogo em um marco técnico e divertido, consolidando-se como referência em simuladores de voo no universo dos consoles.

Veredito 

Pilotwings não é apenas um jogo de lançamento; é uma demonstração de criatividade técnica e diversão. Seus gráficos inovadores, som agradável e jogabilidade viciante garantem que até hoje ele seja lembrado com carinho por fãs do SNES. Se você quer entender por que o Super Nintendo conquistou tantos corações, voar com Pilotwings é o primeiro passo.

Yu Yu Hakusho – Sunset Fighters (Mega Drive)

Quando se fala de clássicos de anime adaptados para games, Yu Yu Hakusho: Sunset Fighters para Mega Drive se destaca como um título de luta exclusivo para o Japão e o Brasil, trazendo a ação do anime diretamente para os fãs da série. Com combates ágeis e uma boa variedade de personagens, o jogo é um verdadeiro prato cheio para os colecionadores e fãs do universo de Yusuke e seus amigos.

Gráficos

O jogo apresenta sprites detalhados e coloridos, fiéis aos personagens do anime. Cada lutador, incluindo Yusuke, Kuwabara, Hiei e Kurama, possui animações próprias e golpes especiais visualmente impactantes. Os cenários de luta são variados, com arenas e locais icônicos da série,  fundos detalhados e cores vibrantes. Apesar de algumas limitações técnicas do Mega Drive, o jogo mantém a essência do anime, transmitindo emoção e ação em cada combate.

Som

A trilha sonora é energética e acompanha bem o ritmo das lutas. Os efeitos sonoros dos golpes e ataques especiais destacam-se, proporcionando sensação de impacto satisfatória. Embora a diversidade musical seja limitada em comparação com outros jogos de luta do console, a ambientação sonora consegue capturar a atmosfera do anime.

Jogabilidade

Sunset Fighters é um jogo de luta 1 contra 1 que permite controlar os principais personagens do anime. Cada lutador possui habilidades únicas, exigindo do jogador estratégias diferentes para vencer cada combate. Os controles são responsivos, e o sistema de combos e ataques especiais é relativamente simples, tornando o jogo acessível tanto para novatos quanto para fãs mais experientes. O modo versus adiciona replay value, permitindo partidas contra amigos.

Exclusividade e curiosidades

O título foi lançado exclusivamente no Japão, mas também ganhou notoriedade no Brasil, sendo distribuído pela Tec-Toy (sendo feito um trabalho de tradução dos menus e texto do jogo), especialmente entre os fãs que buscavam jogos importados do Mega Drive. Essa exclusividade o torna um item raro e cobiçado por colecionadores, além de ser um dos poucos jogos de luta do anime disponíveis para o console.

Veredito 

Yu Yu Hakusho: Sunset Fighters é uma excelente representação do anime no Mega Drive, oferecendo gráficos coloridos, trilha sonora animada e jogabilidade divertida. Apesar de não ser amplamente conhecido, seu charme e exclusividade fazem dele um jogo obrigatório para fãs da série e colecionadores de jogos retrô.

Batman (NES) – Um Herói em 8 bits

Ah, o NES… um console que deu vida a inúmeros clássicos que até hoje guardamos na memória. Entre eles, encontramos Batman, lançado pela Sunsoft em 1989, que trouxe o Homem-Morcego para o mundo dos 8 bits com uma proposta ousada para a época. Mas será que o jogo consegue capturar a essência do Cavaleiro das Trevas? Vamos analisar.

Gráficos

Para um jogo de NES, Batman impressiona. A Sunsoft conseguiu criar sprites detalhados e animados para o personagem principal e seus inimigos, algo raro para o hardware limitado. A atmosfera sombria de Gotham é transmitida através de cenários urbanos sombreados e prédios que parecem prontos para uma aventura noturna. O destaque vai para os fundos variados e o design de inimigos, que, embora pixelados, são reconhecíveis e mantêm a fidelidade ao universo do Batman.

Som

O áudio é um dos pontos fortes do jogo. Batman apresenta uma trilha sonora marcante que, mesmo com os limites do NES, consegue criar tensão e ritmo para cada fase. Os efeitos sonoros são precisos: os pulos, ataques e explosões soam satisfatórios, contribuindo para a imersão. Não é apenas música de fundo; o som ajuda a sentir a ação e a gravidade das batalhas.

Jogabilidade

Aqui o jogo brilha e tropeça ao mesmo tempo. O controle de Batman é responsivo, e o jogador pode realizar ataques com seus punhos e arremessar o batarangue. Algumas fases incluem elementos de plataforma mais desafiadores, exigindo precisão nos pulos e esquiva de obstáculos. A dificuldade é elevada, característica comum nos jogos da época, mas justa: cada morte serve como aprendizado para dominar os padrões de inimigos e obstáculos. O design das fases mistura ação direta com momentos de exploração, mantendo o jogador atento e imerso no mundo de Gotham.

Veredito 

Batman é um exemplo de como extrair muito de pouco. Apesar das limitações do hardware, o jogo entrega uma experiência completa, com gráficos detalhados, som envolvente e jogabilidade desafiadora. Para fãs do Cavaleiro das Trevas ou apenas amantes de jogos retrô, é um título que merece ser revisitado, ou descoberto, para quem nunca teve a chance de jogá-lo.

Zelda: Ocarina of Time – Uma aventura que mudou o mundo dos games

Quando se fala em jogos que definem gerações, The Legend of Zelda: Ocarina of Time imediatamente vem à mente. Lançado em 1998 para o Nintendo 64, o jogo trouxe uma revolução técnica e narrativa que até hoje é referência para qualquer aventura em 3D.

Gráficos

Para a época, Ocarina of Time impressionava pelo uso do 3D em um mundo aberto. A Hyrule de N64 nunca parecia tão viva: florestas detalhadas, castelos imponentes e vilarejos cheios de vida. Embora hoje os modelos de personagens pareçam simples, a direção de arte e a atenção aos detalhes criavam uma imersão única. Cada dungeon possuía identidade própria, com cores, texturas e arquitetura que ajudavam a contar a história sem depender de diálogos extensos.

Som

A trilha sonora de Koji Kondo é simplesmente icônica. De temas alegres e leves, como o de Kakariko Village, até músicas épicas como a de Gerudo Valley, cada melodia é cuidadosamente pensada para complementar a ação e o ambiente. Os efeitos sonoros também merecem destaque: o som da espada, do arco ou até da própria Ocarina de Link ajudam a construir uma experiência sensorial completa. O jogo transformou música em gameplay, permitindo que tocar certas canções na Ocarina desbloqueasse segredos e avançasse a história.


Jogabilidade 

Ocarina of Time definiu o padrão de jogos de aventura em 3D. A introdução do sistema de Z-targeting facilitava os combates em ambientes tridimensionais, algo revolucionário na época. Além disso, o equilíbrio entre exploração, puzzles e combate mantém o jogador engajado do início ao fim. Cada dungeon é única, exigindo raciocínio, atenção e criatividade. A evolução de Link, do jovem inocente ao herói maduro, também é refletida na jogabilidade, trazendo novas habilidades e armas que transformam a experiência conforme avançamos.

Veredito 

Mais de duas décadas depois, Ocarina of Time ainda é considerado um dos melhores jogos de todos os tempos. Seus gráficos, embora datados, continuam charmosos; o som permanece inesquecível; e a jogabilidade, revolucionária em 1998, estabeleceu um padrão que influenciaria toda uma geração de aventuras 3D. Se você ainda não teve a chance de explorar Hyrule, este é um título obrigatório, uma verdadeira obra-prima que marcou a história dos videogames.

Transformers: War for Cybertron – (Playstation 3)

Se você sempre sonhou em viver dentro do universo Transformers, War for Cybertron chega para transformar seu PS3 em um campo de batalha intergaláctico. Prepare-se para explosões, metal retorcido e robôs que viram carros com apenas um botão.

O Enredo: Uma Guerra Sem Fim

Antes de chegarem à Terra, Autobots e Decepticons travavam uma batalha brutal pelo planeta Cybertron. O jogo divide sua história em duas campanhas, oferecendo a perspectiva dos heróis (Optimus Prime e companhia) e dos vilões (Megatron e seu exército).

É uma narrativa simples, mas eficiente: diálogos curtos, clima de guerra constante e aquela sensação clássica de “cada escolha conta”. Se você é fã dos desenhos animados, vai se sentir em casa, e se não é, vai se encantar com a história que consegue ser épica sem enrolação.

Jogabilidade: Ação Sem Pausa

Este não é um jogo para quem gosta de andar devagar. É um shooter em terceira pessoa com combate corpo a corpo e batalhas de veículos. Cada Transformer tem habilidades próprias e, claro, aquela transformação estratégica que muda totalmente a dinâmica de combate.

O multiplayer brilha com modos competitivos e cooperativos, embora seja uma pena que não haja coop local. Mas convenhamos, enfrentar ondas de Decepticons com um amigo online é pura adrenalina retrô moderna.

Gráficos: Metal, Explosões e Estilo

Mesmo com alguns problemas de texturas e quedas de frame, o visual é impressionante. A Unreal Engine 3 mostra seu poder, com designs fiéis aos personagens clássicos, ambientes detalhados e aquele clima de quadrinho que todo fã ama.

Dá para sentir cada impacto, cada explosão, cada transformação. É quase como ter um episódio do desenho na sua TV, só que você controla o caos.

Som: Vozes que Marcam Época

Peter Cullen de volta como Optimus Prime? Sim, senhor! As vozes originais dão um charme todo especial, enquanto os efeitos sonoros de metal, lasers e explosões mantêm você no ritmo frenético do jogo.

A trilha sonora eletrônica ajuda a criar a atmosfera futurista de Cybertron. É aquela combinação perfeita de ação e nostalgia sonora que só um jogo de Transformers poderia oferecer.

Veredito

Se você quer sentir o poder dos Transformers nas mãos, War for Cybertron entrega tudo: ação intensa, enredo envolvente e aquele charme retrô que faz qualquer fã sorrir.

Não é perfeito, alguns problemas técnicos existem, mas se você sonhou com jogos de ação cheios de robôs gigantes, este é o jogo que você estava esperando.