Rtype - Master System

Convertido do Arcade em 1988 oela própria SEGA, a versão de R-type de Master System, era a versão para consoles mais acessível aqui no Brasi naquela época (a versão de PC-Engine é superior, mas ficou restrito no Japão, o console não foi comercializado oficialmente no Brasil).

Mesmo com as limitações do console, a versão do Master System se mostra muito competente e muito aproximado da versão original.


Gráficos

Houve perdas nos gráficos, mas a versão do Master System é bem otimizada, a camada de fundo de algumas fases foi retirada, mas nada que afete o visual do jogo.


Na parte final de cada fase, quando enfrentamos um chefe, o fundo da tela fica escuro, isso se deve a uma limitação do Master System, que não consegue apresentar sprites muito grandes, onde a solução foi fazer de cada chefe de final de fase, um cenário, essa solução foi aplicada em vários outros jogos do Master, o grande problema desta solução, é que além da tela escura, a velocidade pode ser prejudicada, porque cenários não foram feitos para este fim, isso não é muito sentido em R-Type, pois esses chefes não possuem muita mobilidade.


Uma outra questão que em ocorre com essa versão é o Flickering, que pode ocorrer quando temos muitos elementos exibidos em tela, ocasionalmente também pode ocorrer slowdown, pelo mesmo motivo.

Som

O som padrão do Master System segura bem a onda, apesar de apresentar algumas perdas, o grande atrativo em relação às músicas, está quando o jogo roda com chip FM, dando uma outra roupagem para as músicas, oferecendo uma qualidade sonora superior.

Somente o Master System japonês possui o chip FM de fábrica, sendo necessário um mod, adicionando o chip aos aparelhos que não possuem saída FM.

Caso tenha curiosidade, acompanhe esse processo aqui, no canal do Nando Games, um dos melhores especialistas em customização de consoles do Brasil.


Jogabilidade e Dificuldade

Toda a essência de R-type foi preservada nesta versão, com todos os Powers ups e tipos de tiros presentes.

O game design das fases se mantém muito próximo do original, com algumas diferenças notórias, como redução de tamanho de alguns inimigos em tela. Curiosamente esses pontos tornaram essa versão um pouco mais difícil que a versão original em alguns aspectos, sendo que os padrões e comportamento de alguns inimigos podem ser diferentes do original, sendo necessário aprender tudo novamente, com os padrões decorados, o jogo se torna menos frustrante, apesar dos slowdowns e flickering ocasionais, e não atrapalham a experiência de jogo.


Veredito

R-Type do Master System é um dos melhores jogos de tiro do console, e se você está conhecendo a biblioteca do console, é um dos jogos que merece atenção, o port possui suas limitações, mas a essência do jogo está nele, recomendamos a jogatina.


Veja mais

R-Type original do Arcade

R-Type Dimensions - PS3

R-TYPE - Android 

R-Type DX - Game Boy /Game Boy Color

Série R-Type - todos os jogos






Fatal Fury - Mega Drive (1993)

 


Lançado em 1993 e reprogramado pela Takara, Fatal Fury de Mega Drive é uma das melhores conversões do jogo vindo dos arcades, mesmo apresentando alguns cortes, podemos dizer que este port preserva todas as características do jogo original do Neo-Geo.

Os ports dos jogos de Arcade no final dos anos 80, início dos 90, sempre sofria alguma adaptação ou cortes devido a diferença de Hardware.

O console de 16 bits da Sega, mesmo inferior ao Neo-Geo, conseguiu segurar a onda em relação a este port. 



Gráficos e Conteúdo


Os gráficos sofreram uma notória redução de resolução, para conseguir rodar de forma adequada no Mega Drive, e mesmo apresentando um cenário e um personagem a menos (Billy Kane), os demais cenários estão muito próximos do jogo original,apresentando muitas cores,animações e detalhes (mesmo apresentando alguns cortes de animação, a versão do mega mantém um bom nível nesse sentido).


Em relação ao conteúdo, o Mega perdeu a pontuação, e os bônus a games, mas manteve o principal diferencial desse jogo que são os dois planos de luta (esse item foi cortado da versão do SNES por exemplo).



O modo história, para compensar a ausência de Billy Kane, adicionou os dois personagens selecionáveis como oponentes para manter o tempo de jogatina.

Um dos pontos altos do jogo, além do enredo (que poucos jogos de luta da época tinha algum tipo de história de fundo), é o modo versus, onde todos os personagens do jogo são selecionáveis, inclusive Billy Kane.


Controles e jogabilidade


Os controles de Fatal Fury estão muito bem adaptados ao joystick de 3 botões do 16 bits da Sega, onde os comandos são acionados de forma precisa, e responsiva, todos os golpes especiais dos personagens estão disponíveis.



O sistema de colisão do jogo é meio estranho em alguns aspectos, pois em alguns embates, pode ser que demoramos para entender se atingimos o oponente ou se fomos atingidos, esse feedback em relação à colisão é bem pontual e não atrapalha a jogabilidade.


Efeitos Sonoros e Músicas


As músicas e efeitos sonoros estão muito bem adaptados ao Mega Drive, o som pode aparentar não está tão limpo em relação ao original, onde principalmente as músicas apresenta uma fidelidade bem grande a versão ao Neo-Geo. 


Modo História


O Modo história segue a mesma linha do modo Arcade do original Neo-Geo, com 3 lutadores disponíveis para lutar no The King of Fighters.




Vencendo todos os lutadores, você enfrentará Geese Howard, o organizador do torneio e algoz dos 3 personagens selecionáveis (assista o Gameplay completo aqui).

Finalizando o jogo no modo Hard, você verá o final verdadeiro.

No início dos anos 90, antes do advento de Street Fighter, os jogos de luta não tinham muitos lutadores disponíveis para seleção.


Veredito


Fatal Fury do Mega Drive é um dos melhores jogos de luta do Mega Drive, sendo superado por Street Fighter, Samurai Shodown e seu sucessor, Fatal Fury  2.

Recomendamos conhecer, mesmo com os cortes é um jogo muito bom.


Historia da Takara




Foi uma popular fabricante de brinquedos no Japão, fundada em 1955 em Tóquio, sendo mais conhecida como publicadora de jogos eletrônicos no Ocidente, sendo muito ativa na publicação de conversões de jogos de terceiros da SNK.



Início 


Fundada em 1955 pelo inventor japonês Yasuta Satoh, a Takara ganhou grande destaque com sua linha de brinquedos, seu primeiro sucesso foi a boneca Licca-chan (リカちゃん), que é muito parecida com as Barbies vendidas pela Mattel, mas bem menor.


Bonecas Licca Chan


Transformers e Parceria com a Hasbro


Em 1970 a Takara adquiriu os direitos para venda dos bonecos G.I.Joe no Japão, iniciando uma grande parceria com a Hasbro, que por sua vez adquiriu os direitos dos brinquedos Diaclone e Micro Change, renomeando os mesmos para Transformers para venda no Ocidente, com o grande sucesso de Transformers no Ocidente, a Takara mais tarde rebatizou esse brinquedo como transformers para venda no Japão.


Bonecos Diaclone que deu origem aos transformers


Envolvimento com Jogos eletrônicos


Depois de alguns poucos lançamentos para comutadores japoneses, a Takara, Passou a licenciar e/ou produzir uma série jogos para o NES/Famicom, na geração Seguinte, ganhou mais destaque com as conversões de Arcade do Neo-Geo.


Fatal Fury - Mega Drive

O envolvimento de jogos eletrônicos ocorre até hoje, mesmo com a fusão com a TOMY.




Em 2006 a empresa se fundiu a outra popular fabricante de brinquedos japonesa, a Tomy, se tornando Takara Tomy, onde continua sendo uma publisher de games recorrente e fabricante de brinquedos e fabricação / publicação de jogos eletrônicos.


Veja mais:

Lista de jogos da Takara Para o Mega Drive

Lista de Jogos da Takara para o SNES

Lista de jogos da Takara Para o NES

Lista de jogos da Takara Para Playstation

Takara Tomy

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Recca Summer Carnival 92 - NES



Lançado em 1992, Recca Summer Carnival é um shooter criado pela Naxat, que por sua vez era especializado no lançamento de jogos para PC-Engine e no NES, contribuindo com o Megaman e Contra.

Levando o NES ao Limite

Quando lançado, Recca Summer Carnival chama atenção pela sua velocidade e quantidade de inimigos na tela, algo que até aquele momento era incomum para o NES.


Recca Suumer Carnival roda a 90 FPS

A quantidade de Power Ups e os chefes de cada fase, chamam muito a atenção.


A dificuldade é típico dos jogos de tiro do NES em sua época, que por sua vez, possui uma dificuldade alta e crescente, na medida que o jogo progride.


Dificuldade elevada e Segredos:

Conhecido também por sua dificuldade, o jogo possui um final estendido, onde após terminar a campanha principal, quando visto a mensagem "to be continued” você tem acesso a segunda parte do jogo, onde as fases do jogo mudam, além do estilo do jogo.


Veredito

Por muito tempo Recca Summer Carnival foi um jogo que não tinha muito destaque, pois tinha sido lançado apenas no Japão e no final da vida útil do NES (em 1992, o SNES já tinha sido lançado e tinha total atenção dos produtores de jogos e da Nintendo).

Este é um jogo obrigatório para quem gosta do gênero ou admira o console de 8 bits da Nintendo.

Mesmo sendo uma pérola esquecida da época, esse jogo é considerado um marco para a história do NES, mas que também mostrou que o aparelho ainda podia oferecer uma boa experiência de jogo, apresentando um capricho técnico absurdo, mesmo no fim de seu ciclo.






História da SEGA


A SEGA (Service Games) é uma produtora japonesa fundada nos anos 60, considerada uma das mais importantes produtoras de jogos eletrônicos dos anos 80 / 90.


Inicio - Entretenimento para bases americanas no japão pós guerra


A SEGA foi fundada no japão com o objetivo

de oferecer entretenimento para os militares americanos no japão, A SEGA foi fundada por Martin Bromley, em resumo, a SEGA oferecia máquinas de caca níqueis nas bases militares americanas no japão, Martin Bromley já tinha experiência com o negócio, fundando a Stantard Games no Havaí, nos anos 40, em 1945 o negócio é vendido e alguns anos após o fim da segunda guerra, e criada a SEGA (Service Games), com o mesmo foco mlitar.


Martin Bromley - Um dos fundadores da Sega

Nos anos 60 a empresa é dissolvida e Martin Browley separa os seus negócios em dois segmentos, um de distribuição de máquinas e outro para importação dessas mesmas máquinas de fichas, a partir de 1965, surge a SEGA que conhecemos hoje.

Cada vez mais se distanciando dos caça níqueis e do foco militar de outra hora, a SEGA passa a importar máquinas ocidentais de fichas, como Jukebox, Pinballs Americanas (produzida pela Williams). e jogos de armas da Midway, mesmo com uma ascensão inicial, uma peculiaridade no negócio atravancava o Crescimento da SEGA, que era a constante manutenção das máquinas que eram importadas, assim sendo, para tentar diminuir a incidência de defeitos, a SEGA também passa produzir as suas próprias máquinas, para assim, ter um controle maior da qualidade do produto e aumentando os lucros.


Periscope - Primeiro Arcade da Sega


Ascenção nos Arcades e Início dos consoles domésticos


A SEGA foi se consolidando como uma referência de Arcades e máquinas movidas a ficha em meados dos anos 70/80, com o seu retorno para o mercado americano, com o grande sucesso de Hang-On e das máquinas UFO Catcher


Gabinte Deluxe de Hang-On

UFO Catcher

A SEGA rapidamente passou a se preparar para o mercado de consoles domésticos, que naquela altura, estava no auge da 2ª geração de consoles no início dos anos 80, mas ainda estava engatinhando no Japão, com algumas tentativas tímidas de algumas produtoras, assim sendo, a SEGA lança em 1983 o SG-1000, o seu primeiro console de mesa, que foi inicialmente vendido, no Japão (no mesmo dia de lançamento do Famicom da Nintendo), Coreia e Austrália.


SG-1000

O primeiro console da SEGA, não gerou um grande sucesso, o mesmo foi ofuscado pelo lançamento do Famicom, que era tecnologicamente mais avançado que SG-1000 (veja mais detalhes e  especificações técnicas do SG-1000 aqui). e com um preço mais atrativo, lavando a lançar sequencialmente o Mark III (que mais tarde daria origem ao Master System ocidental) e o Master System Japonês (que possui um Chip de Som FM integrado).


Mega Drive - Auge, Liderança de vendas no Ocidente e início do Declínio


Mesmo apresentando especificações superiores a concorrência, o Sega Mark III / Master System não emplacou nos principais mercados (Estados Unidos e Japão), mesmo como grande sucesso na América do Sul (Brasil) e na Europa, e relativo sucesso na Europa, e com a concorrência cada vez mais acirrada no Japão, com o lançamento do PC-Engine da NEC, criado em parceria com a Hudson Soft, o Sega Mark III/Master System perdeu o seu principal diferencial, que era ser o console de mesa mais potente do mercado, não só isso, o console da NEC foi muito bem recebido e passou não só a ameaçar a SEGA mas também a Nintendo.



Sendo assim, Sega logo se preparou para produzir um console que fizesse não somente frente, mas também fosse superior ao PC-Engine e Famicom em vários aspectos, lançado em 1988, o SEGA Mega Drive/Genesis, que era muito potente para sua época (sendo baseado na placa de Arcade System-16 da SEGA, sendo simplificado em alguns aspectos para tornar o preço acessível).


As duas versões do Mega Drive / Genesis

Mesmo com um aparelho mais potente, o Mega Drive / Genesis ainda sofre para bater de frente com os concorrentes no Japão, isso leva em consideração alguns fatores:


Exclusividade de produção de jogos da Nintendo: a Big N obrigava a as produtoras contratualmente a dar exclusividade na produção de jogos para o console da Nintendo, impedindo que essas produtoras trabalhassem diretamente no lançamento de jogos para outras plataformas, o que levou a uma primeira leva de lançamentos relativamente baixo para o Console da SEGA, sendo que inicialmente, a SEGA que produziu a maioria dos jogos de lançamento do Mega Drive, e alguns jogos a SEGA comprava a licença e efetuava a conversão, reprogramando o jogo para o Mega Drive.


Ghost N Ghost Reprogramado pela Sega para o MD


Alto Custo inicial do Mega Drive: sendo um console de lançamento, ele era naturalmente mais caro que o Famicom e PC-Engine.


Chegada do Super Nintendo: o lançamento do Super Nintendo em 1991 no Japão, definitivamente colocou o Mega Drive como um console coadjuvante.


Enquanto isso no resto do mundo…


Ao contrário do desempenho nas terras nipônicas, o Mega Drive teve grande sucesso nos Estados Unidos, Europa e Américas, sendo um grande fenômeno de vendas no ocidente no início dos anos 90.

Diferente da estratégia abordada com o Master System no Ocidente (para saber mais clique aqui ou veja o tópico individual do Master System), que seria de terceirizar o processo de vendas, a SEGA preferiu entrar com representação própria, 

Tal como no Japão, o início das vendas do Mega drive no Ocidente foi promissor, porém rapidamente foi esfriando, vendo este cenário, Hayao Nakayama (Presidente da SEGA na época) trocou o presidente da SEGA Americana para rever as estratégias, sai Michael Katz, entra Tom Kalinske, essa mudança foi fundamental para a própria identidade da SEGA no Ocidente e principalmente, alçou o Mega Drive a Liderança de vendas no o início dos anos 90. 


Tom Kalinske - Sega of America

Com uma mudança de estratégia de Marketing, a identidade do Mega Drive no Ocidente mudou, com uma abordagem mais jovial e adolescente, além de parcerias com grandes astros do esporte e da música, o Mega Drive se tornou um produto muito atrativo para os jovens adolescentes e adultos, dando aquele ar descolado.



Mas ainda faltava uma coisa para se consolidar no Mercado, o Atari 2600 tinha os clássicos da Activision, a Nintendo tinha o Mario,a SEGA precisava de um jogo que representasse o console, e foi aí que surgiu Sonic the Hedgehog, um ouriço azul estrelando um jogo muito colorido e rápido, a principal sacada da SEGA americana foi disponibilizar o jogo junto com o aparelho, sendo o primeiro jogo de muitos donos de Mega Drive no Ocidente.



Enquanto isso no Brasil…


No Brasil, o Mega Drive foi lançado oficialmente em 1989 em uma parceria com a Fabricante nacional Tec-Toy, com grande sucesso de vendas e um ótimo suporte para os produtos da SEGA, A Tec-toy manteve uma relação estreita com a SEGA e lançou quase todos os produtos da produtora japonesa no país, começando com as pistolas zillion, até o Sega Dreamcast, sendo que o Master System é vendido no Varejo até hoje (2024)


Mega Drive III fabricado no Brasil

Sucesso nos Estados Unidos


Os anos de 1992 e 1993 foram os melhores anos da SEGA no Ocidente, assumindo a liderança de vendas no mercado, com um portfólio muito bom de jogos, as coisas só começaram a mudar no final da quarta geração de consoles, onde o Mega Drive foi perdendo espaço para o Super Nintendo e para os consoles mais modernos de quinta geração, antes disso a SEGA lançou vários periféricos para o Mega Drive, tentando aumentar a vida Útil do aparelho, isso levou a SEGA a lançar várias versões do Mega Drive e muitos periféricos, mas isso não gerou o impacto esperado e na transição de geração, com a chegada do Sega Saturn, as coisas ficaram um pouco confusas.


Início do Declínio


O Declínio da SEGA começou justamente quando a mesma chegou ao auge, com uma série de lançamentos de periféricos e revisões de consoles (novamente para manter as vendas do Mega Drive no ocidente e aumentar a sua vida útil).

Mega Drive, Sega CD e 32x

O início dos problemas com a SEGA se iniciaram um pouco antes, já no lançamento do Mega Drive no Ocidente, onde a existia muitas divergências entre a SEGA americana e a Matriz Nipônica, enquanto a SEGA liderava com o Mega Drive nos Estados Unidos, a coisa não era a mesma no japão, ficando atrás da Nintendo e da NEC.

Mas os principais pontos de divergência, tinha muita relação com a SEGA japonesa que questionava e por muitas vezes interferia nas decisões da SEGA americana, levando a muitos problemas e conflitos que só ficaram visíveis com a chegada do Sega Saturn e posteriormente com a saída de Tom Kalinske.

Sega Saturn - Lançado prematuramente no Ocidente


Sega Saturn


No final e 1994, na primeira E3, que por muitos anos foi uma referência sobre o mercado de video games, a SEGA anunciou o Sega Saturn meio que de surpresa, digo surpresa, porque estava completamente fora do planejamento laçar na E3 e pegou absolutamente todos de surpresa, tanto as softwarehouses que ainda estavam fazendo a primeira leva de jogos do Saturn como também o varejo, e a própria SEGA, que não possuía a quantidade necessária de consoles para distribuição, levando a um mal estar com os principais varejistas, levando inclusive a um boicote nos EUA.


SONY Playstation - Lançado a U$ 299,00 nos EUA


Tudo isso se deu devido a necessidade de entrega de novidades, sabendo que a Sony lançaria o Playstation no final daquele mesmo ano.

Um outro grande problema foi o valor inicial do Sega Saturn, sendo U$ 100,00 (cem dólares mais caro que o seu concorrente), aí estava a fórmula completa para conseguir muitos problemas ,sendo:


  • Pouca oferta de Consoles no varejo

  • Pouca oferta de jogos.

  • Muito mais caro que os concorrentes

  • Marketing ruim e mal direcionado


Com esse lançamento muito conturbado, o Sega Saturn não teve vida fácil e a soma disso, vinculado a outras decisões erradas, essa antecipação de lançamento levou a descontinuação precoce do Mega 32x, que não chegou a ter 50 jogos lançados.

Quem apostou nos add-ons do Mega Drive, foi deixado literalmente de lado, gerando também uma grande confusão nos consumidores também, causando sérios problemas de imagem para a SEGA.


Para se ter uma idéia, o portfólio de produtos para a SEGA dar suporte ficou enorme, ocasionando grande confusão:


  • Master System (em fim de vida) mas ainda comercializado naquela épica.

  • Mega Drive 

  • Mega Drive Nomad (Mega Drive portátil)

  • Game Gear (console portátil lançado em 1992)

  • Sega CD (que nunca emplacou em vendas no ocidente  e sofria com poucos lançamentos de jogos)

  • Mega 32x (que foi descontinuado com menos de 1 ano)

  • Sega Saturn


Todos esses problemas levaram o Sega Saturn ter uma vida útil menor no mercado americano e uma biblioteca de jogos infinitamente menor em relação ao mercado nipônico, até porque, o console teve um ciclo mais saudável no japão, alguns dos melhores jogos do Sega Saturn somente foram lançados no mercado japonês.


X-Men vs Sreet Figjhter - Lançado somente no japão


Dreamcast - o último sonho



Com todos os problemas enfrentados com o Saturn no Ocidente, a SEGA logo passou a se preparar para a próxima geração de videogames, descontinuando o console de quinta geração no Ocidente em 1998 (em 1997 o Saturn estava praticamente morto no ocidente).

Sendo assim a SEGA fez um esforço duplo de pesquisa para lançar seu próximo Console, tendo um projeto sendo conduzido pela SEGA americana (Black Belt) e outro pela SEGA Japonesa (Katana/Dural), os dois projetos tinham abordagens e filosofia hardware diferentes, quanto a versão americana estava tentando se aproximar mais do que seria mais tarde uma tendência, que seria se aproximar de uma arquitetura de PC’s, barateando os custos e melhorando a vida dos desenvolvedores de jogos (utilizando ferramentas do mercado), neste caso a SEGA americana estava estreitando laços com a Silicon Graphics para o desenvolvimento de Hardware, e a Microsoft, para a criação do sistema operacional (Baseado no Windows CE, que era uma versão mais simplificada do Windows que foi inicialmente projetados para palmtops).


Dreamcast - O Ultimo console de mesa da Sega

Enquanto isso, o projeto Japonês, estava projetando o console em parceria com a Hitachi, repetindo a parceria de muitos anos (a HItachi tinha parceria com a SEGA para produção de Chip para os arcades e   Sega Saturn), o projeto foi encabeçado por Hideki Sato, que esteve envolvido nos projetos de todos os consoles da SEGA.

No final do processo a SEGA japonesa terminou por decidir pelo projeto Katana, onde o único aproveitamento do projeto americano foi pela adoção do sistema operacional Windows CE, isso levou a saída de vários envolvidos do projeto Black Belt e o relacionamento com a Electronic Arts (que endossava a adoção da Silicon Graphics) foi rompida, sendo que esse é um dos motivos pela qual não temos jogos da EA no portfólio do Dreamcast.


Assim sendo, o Dreamcast é lançado em 1998 no japão e em 1999 no restante do mundo, no início o console, desempenhou bem nas vendas, sendo o primeiro Console de mesa a ser lançado da Sexta geração de Videogames, seguindo a mesma filosofia de simbiose com os Arcades que seguiu até o final dos anos 90 (esse foi o último console de destaque a seguir essa filosofia, sendo que a sua contraparte equivalente dos arcades é a placa NAOMI),


 O Dreamcast teve um início muito bom, era o melhor Hardware lançado até então, com destaque a Sonic Adventure e Shenmue, os jogos, além de ter apresentado um salto gráfico e profundidade nunca vistos.

Mas a grande questão, era o que estava acontecendo nos bastidores da SEGA, determinaria a curta vida do Dreamcast.


Saída do mercado de consoles 


Mesmo com o sucesso inicial do Dreamcast, a conta das confusões relacionadas ao Saturn gerou uma conta muito alta.

Até os tempos de hoje, a maioria das empresas que estão envolvidas com fabricação de consoles fecham a conta subsidiando o custo final do aparelho no mercado, e esse foi o calcanhar de aquiles da SEGA com o Dreamcast, a base instalada inicial era boa, mas a venda de softwares ainda era muito baixa, o grande problema em relação a quantidade de games, se deve a uma concorrência muito forte que o Console sofreu a partir do início do ano 2000, com o lançamento do Playstation 2 e Gamecube, sendo que o Playstation 2 foi o Console mais vendido da História (até o momento da criação deste post). 

Inclusive, já em 1999 quando o Dreamcast foi lançado, o anúncio de que o Playstation 2 seria lançado no ano seguinte, já ocasionou um efeito de diminuição nas vendas do Dreamcast de forma indireta.


O Playstation 2 tinha além de ser um atrativo para jogar games, tinha um diferencial que foi fatal para concorrência, o uso de mídia de DVD, quando lançado, logo no início da era de DVD’s sendo o substituto natural do formato VHS, sendo que em termo de custos, o Playstation 2 era mais barato que os aparelhos de DVD lançados na época, sendo um atrativo adicional para a plataforma da Sony e uma coisa muito difícil para concorrência, onde a SEGA tinha opinado por uma mídia própria (GD-roms) e a Nintendo com os Mini DVD’s desenvolvidos pela Panasonic para o Gamecube, isso vinculada a pirataria no Dreamcast que era praticamente nativa (com a brecha para leitura de CD’s convencionais).


Em 2001, a SEGA joga a toalha e anuncia a saída do mercado de consoles domésticos, e encerrando o suporte ao Dreamcast em caráter imediato.

A grande questão em relação a essa decisão, foi o rombo nas contas da SEGA, que estava acumulando prejuízos desde 1996, e isso começou a comprometer a sobrevivência da companhia como um todo, essa ação fez parte de um grande processo de reestruturação que a SEGA passou no início dos anos 2000, que foi um processo longo e muito árduo para a empresa voltar a ter destaque nos anos seguintes.

Com a mudança de estratégia, a empresa se concentrou na sua divisão de Arcades (que 

Estava em crise na época, a SEGA concentrou todos os esforços no mercado japonês), além de se tornar uma Third Party Publisher, passando a publicar mais jogos para PC’s e os demais consoles domésticos, que naquela altura foram seus antigos concorrentes diretos.




Venda Para a Sammy e novos rumos.


No decorrer do processo de reestruturação da SEGA, a empresa passou por mudanças muito profundas na companhia, gerando a saída de algumas pessoas chave como Yu Suzuki (Hang-on e Shenmue) e Yuji Naka (Sonic e Nights into the Dreams), que em seguida criaram seus próprios estúdios de desenvolvimento de jogos. 

Em outubro de 2004, a SEGA se funde a Sammy Corporation, se tornando assim a Sega Sammy Corporation, iniciando as operações oficialmente a partir de 2005, sendo mais direcionados como Publisher de Jogos para Múltiplas Plataformas e consoles do mercado.


Yakusa 0 - Playstation4


Para saber Mais


Divisões de desenvolvimento de jogos da SEGA

SEGA nos arcades.