Resident Evil 4 – A Revolução da Série no GameCube

Quando Resident Evil 4 chegou ao GameCube, ele não trouxe apenas mais um capítulo da franquia de terror da Capcom: trouxe uma verdadeira revolução. Originalmente exclusivo para o console da Nintendo, o jogo só mais tarde chegaria ao PlayStation 2 e ganharia versões adaptadas para mobile, mas sua estreia já foi suficiente para deixar os fãs boquiabertos.

Gráficos

Para a época, os gráficos eram um espetáculo à parte. Os ambientes estavam incrivelmente detalhados, das vilas sombrias da Espanha rural aos corredores claustrofóbicos de construções abandonadas. A iluminação dinâmica e os efeitos de sombra adicionavam profundidade à atmosfera de terror, tornando cada momento tenso ainda mais impactante. Os personagens, especialmente Leon S. Kennedy, receberam um nível de detalhamento impressionante, com expressões faciais e animações que aumentavam a imersão no enredo.

Som

O som de Resident Evil 4 também merece destaque. A trilha sonora oscilava entre momentos de silêncio angustiante e composições intensas que acompanhavam a ação. Os efeitos sonoros, como portas rangendo, passos sobre o chão de madeira e os gritos dos inimigos, criavam uma sensação constante de tensão, mantendo o jogador alerta em cada esquina. O design sonoro, junto com vozes realistas, contribuía para transformar o terror em uma experiência quase cinematográfica.

Jogabilidade

É aqui que Resident Evil 4 realmente se destaca. A série abandonou o clássico “modo tank”, típico dos primeiros jogos, e adotou uma abordagem muito mais próxima do gênero de ação. O novo sistema de mira em terceira pessoa permitia controlar a câmera com mais liberdade e mirar com precisão nos inimigos, tornando os combates mais estratégicos e emocionantes. A mistura de exploração, resolução de puzzles e combates intensos fez do jogo uma experiência completa, mantendo a essência de terror, mas com ação mais fluida e dinâmica.



Veredito 

Resident Evil 4 não foi apenas mais um título da série; foi uma reinvenção que influenciou incontáveis jogos de ação e survival horror posteriores. Com gráficos impressionantes para a época, som envolvente e uma jogabilidade inovadora, ele se consolidou como um dos melhores jogos do GameCube e um clássico atemporal que ainda hoje é referência no gênero.

Apocalypse (PS1) – Um jogo de ação estrelando Bruce Willis

Se você cresceu nos anos 90, provavelmente se lembra da febre dos jogos de ação no PlayStation. Entre os títulos que buscavam trazer experiências cinematográficas, Apocalypse se destaca, não apenas pelo seu gameplay, mas também pela participação de Bruce Willis, que dá vida ao protagonista do jogo, adicionando um charme hollywoodiano à narrativa.

Enredo

O jogo nos coloca em um futuro distópico, onde a humanidade está à beira da extinção após uma série de catástrofes globais. Você assume o papel de Jack Mason (interpretado por Bruce Willis), um herói endurecido que precisa enfrentar gangues violentas e criaturas mutantes para restaurar a ordem. A história, embora típica de filmes de ação, se beneficia da presença de Willis, cujas falas e expressões faciais digitalizadas dão um toque cinematográfico que aproxima o jogador de uma verdadeira experiência de filme interativo.

Gráficos

Para a época, Apocalypse impressiona com suas cutscenes digitalizadas e cenários detalhados. Os ambientes urbanos destruídos, combinados com inimigos modelados com atenção, criam uma atmosfera pós-apocalíptica convincente. Apesar de algumas limitações técnicas do PS1, o jogo consegue transmitir tensão e ação, especialmente em sequências mais rápidas.


Som

O áudio é outro ponto forte, com efeitos sonoros que aumentam a sensação de urgência e perigo. O destaque vai para a voz de Bruce Willis, que traz autenticidade e imersão, fazendo com que as interações e diálogos do personagem principal se sintam naturais. A trilha sonora segue um estilo tenso e industrial, encaixando-se perfeitamente com a ambientação sombria do jogo.

Jogabilidade

Apocalypse combina elementos de ação em terceira pessoa com exploração e combate intenso. Os controles são relativamente responsivos, permitindo disparos, esquivas e interações ambientais. O desafio é equilibrado, com inimigos variados que exigem estratégia, tornando o gameplay interessante sem se tornar frustrante. Pequenas falhas de câmera e controle existem, mas não comprometem a diversão geral.

Veredito

Apocalypse é um título que se destaca principalmente por seu apelo cinematográfico e pela estrela de Hollywood que lidera o projeto. Bruce Willis não apenas empresta sua voz, mas também sua presença, tornando a narrativa mais envolvente. Com gráficos respeitáveis, som atmosférico e jogabilidade sólida, o jogo é uma experiência de ação imperdível para fãs do PS1 e para quem gosta de um toque de cinema nos videogames.

Streets of Rage 3 – Mega Drive: A Batalha Continua nas Ruas

Se você é fã de pancadaria clássica e trilhas sonoras que grudam na cabeça, Streets of Rage 3 chega para reafirmar a série como um dos pilares do gênero beat ‘em up nos consoles de 16 bits. Lançado no auge da era do Mega Drive, este título eleva a experiência de seus antecessores com gráficos mais detalhados, som envolvente e jogabilidade aprimorada.

Gráficos

A Sega apostou em sprites mais fluidos e cenários mais variados, mantendo o charme pixelado da série, mas com atenção especial aos detalhes. Cada rua, beco ou telhado de cidade ganha vida com cores vibrantes e animações mais expressivas. Os personagens se movimentam com maior naturalidade, e os inimigos apresentam diversidade suficiente para não deixar a ação monótona. É claro, ainda há aquele ar retrô dos 16 bits, mas com melhorias perceptíveis em relação ao Streets of Rage 2.

Som

Mesmo não tendo a carisma da trilha sonora de seu antecessor, o som de Streets of Rage 3 merece destaque especial. A trilha sonora, inspirada nas batidas techno e house que dominavam as pistas dos anos 90, cria uma atmosfera única. Cada fase tem sua própria identidade sonora, e os efeitos de impacto das pancadas e explosões reforçam a sensação de intensidade na briga. Para muitos jogadores da época, ouvir essas músicas enquanto chutava inimigos era quase hipnótico, um verdadeiro convite para maratonar o jogo.

Jogabilidade

O coração do jogo continua sendo a ação frenética de rua, mas Streets of Rage 3 traz elementos novos que aumentam a profundidade do combate. Movimentos especiais foram aprimorados, combos mais elaborados surgem, e a interação com objetos do cenário, de garrafas a caixas de explosivos, acrescenta estratégia às lutas. Além disso, a dificuldade foi ajustada, desafiando os veteranos a planejarem cada golpe e esquiva com precisão. Para quem jogou o antecessor, há uma sensação clara de evolução sem perder a essência que tornou a série icônica.

O principal destaque está na barra de especial, que permite usar uma vez sem que haja perda de energia (que somente ocorre se acionar o golpe especial sem a barra de energia completada), além do sistema de estrelas, que recopensa o jogador quando não perde vidas, evoluindo os golpes especiais do personagem, na medida que são acumuldas mais estrelas.

Veredito 

Streets of Rage 3 não apenas mantém a tradição das pancadarias de rua do Mega Drive, como também eleva a experiência com gráficos refinados, trilha sonora eletrônica envolvente e jogabilidade mais complexa. É um título obrigatório para fãs de beat ‘em up e para qualquer jogador que queira sentir o pulso dos anos 90 na ponta dos dedos.

Dungeons & Dragons: Tower of Doom - Arcade - CPS2


Dungeons & Dragons: Tower of Doom é um beat 'em up clássico lançado pela Capcom em 1993 para o sistema arcade CPS2. Ambientado no universo de Mystara, o jogo combina ação frenética com elementos profundos de RPG, oferecendo uma experiência única para os fãs de D&D e jogadores de arcade.

Gráficos: Estilo Clássico com Detalhes Imersivos

Os gráficos de Tower of Doom são uma verdadeira obra de arte para a época. Utilizando o poder do CPS2, o jogo apresenta sprites detalhados e animações fluidas, com cenários que variam de vilarejos medievais a masmorras sombrias. A paleta de cores é rica e contribui para a atmosfera de fantasia, enquanto os efeitos visuais, como magias e ataques especiais, são vibrantes e bem executados. Cada personagem possui um design único, refletindo suas classes e habilidades, o que adiciona profundidade visual ao jogo.

Som: Trilha Sonora Épica e Efeitos Imersivos

A trilha sonora de Tower of Doom é memorável, com composições que capturam a essência de um épico de fantasia. Cada fase possui temas distintos que complementam o ambiente e a narrativa. Os efeitos sonoros, como o som das espadas cortando o ar e os feitiços sendo lançados, são nítidos e contribuem para a imersão do jogador. Além disso, o jogo apresenta vozes digitalizadas para ataques especiais e interações, o que era uma novidade para a época e adiciona um toque de autenticidade à experiência.

Jogabilidade: Combate Estratégico com Elementos de RPG

A jogabilidade de Tower of Doom vai além dos tradicionais beat 'em ups. Os jogadores podem escolher entre quatro classes clássicas de D&D: Guerreiro, Clérigo, Elfo e Anão, cada uma com habilidades e estilos de combate distintos. O jogo incorpora elementos de RPG, como coleta de itens, uso de poções e magias, e escolhas que afetam o desenrolar da história. A ação é intensa, com batalhas contra inimigos variados e chefes desafiadores. Além disso, o modo cooperativo permite que até quatro jogadores se unam para enfrentar os desafios juntos, promovendo uma experiência social e estratégica.

Veredito: Um Clássico Atemporal

Dungeons & Dragons: Tower of Doom é um exemplo brilhante de como a Capcom soube combinar ação e profundidade narrativa em um jogo de arcade. Com gráficos impressionantes, uma trilha sonora envolvente e uma jogabilidade rica em estratégias, o título se destaca como um dos melhores beat 'em ups da década de 1990. Para os fãs de D&D e entusiastas de jogos clássicos, Tower of Doom é uma experiência imperdível que permanece relevante e divertido até hoje.

Sonic Adventure – O retorno triunfante do ouriço azul no Dreamcast

Quando o Dreamcast chegou às prateleiras em 1999, um dos jogos que mais chamava atenção dos fãs era Sonic Adventure, prometendo trazer Sonic para o mundo 3D de forma inovadora. E, sem dúvidas, ele cumpre essa promessa, oferecendo uma experiência que ainda hoje é lembrada com carinho pelos jogadores.

Gráficos

Para a época, Sonic Adventure era um espetáculo visual. Os cenários são vibrantes e cheios de detalhes, cada ambiente com sua própria personalidade: desde as praias ensolaradas de Emerald Coast até os cenários futuristas de Station Square. A transição entre áreas abertas e fases mais lineares é suave, e a fluidez do movimento de Sonic em 3D impressiona. Embora alguns modelos de personagens possam parecer simples hoje, a animação deles é incrivelmente expressiva e cheia de vida, dando personalidade a cada um.

Som

O som em Sonic Adventure é outro ponto alto. As músicas são memoráveis e variadas, combinando perfeitamente com cada fase: temas animados e rápidos para as corridas de Sonic, trilhas mais tranquilas para fases exploratórias e até rock intenso para chefes. Os efeitos sonoros ajudam a reforçar a sensação de velocidade e impacto, e a dublagem em algumas versões, apesar de controversa, adiciona um toque de carisma aos personagens.

Jogabilidade

Aqui é onde Sonic Adventure realmente brilha. O jogo introduz múltiplos personagens jogáveis, cada um com habilidades únicas e estilos de jogo diferentes. Sonic mantém a velocidade característica, Tails adiciona exploração aérea, Knuckles foca em encontrar esmeraldas e Amy e outros personagens trazem mecânicas mais variadas. Essa diversidade garante que cada gameplay seja uma experiência distinta. A sensação de velocidade nas fases de Sonic é emocionante, embora o jogo também ofereça momentos de exploração e quebra-cabeças, equilibrando ação e aventura.

Apesar de alguns problemas de câmera e colisão típicos de jogos 3D da época, Sonic Adventure consegue capturar a essência do que faz Sonic ser tão divertido. É um jogo que combina nostalgia com inovação, apresentando novas ideias sem perder a identidade clássica do ouriço.

Veredito 

Sonic Adventure é um marco no Dreamcast e na história de Sonic. Seus gráficos coloridos, trilha sonora empolgante e jogabilidade diversificada fazem dele uma experiência obrigatória para fãs da série e do gênero plataforma. Para quem queria ver Sonic se adaptar ao 3D sem perder sua essência, este jogo foi e continua sendo um verdadeiro acerto.

Samurai Shodown Anthology (PSP) – Uma coletânea essencial para o portátil da Sony

 


Quando pensamos em coletâneas de jogos de luta, poucas chegam perto do impacto que Samurai Shodown Anthology traz para o PSP. Esta edição reúne seis títulos clássicos da série, permitindo que os fãs e novos jogadores acompanhem a evolução da franquia em qualquer lugar.

Conteúdo da coletânea

A Anthology inclui os seguintes jogos:

  • Samurai Shodown (1993)

  • Samurai Shodown II (1994)

  • Samurai Shodown III: Blades of Blood (1995)

  • Samurai Shodown IV: Amakusa’s Revenge (1996)

  • Samurai Shodown V (2003)

  • Samurai Shodown VI (2005)


São seis capítulos que mostram o desenvolvimento da série, desde seus gráficos e mecânicas clássicas até as mudanças mais modernas de velocidade, equilíbrio e sistema de combate.

Gráficos

Os primeiros títulos da coletânea mantêm a estética retrô que consagrou a franquia, com sprites detalhados e animações fluidas, trazendo o charme dos arcades para a tela do PSP. Os jogos mais recentes, especialmente Samurai Shodown VI, apresentam uma resolução mais baixa e gráficos simplificados, e é perceptível alguma queda de desempenho em batalhas mais intensas. Apesar disso, a fidelidade ao visual original permanece satisfatória para os fãs.

Som

A trilha sonora clássica é um dos pontos altos da coletânea. Cada jogo mantém músicas marcantes e efeitos sonoros que dão identidade às lutas. Além disso, a Anthology oferece extras como galerias de arte e finais, que enriquecem a experiência nostálgica, permitindo revisitar não só os combates, mas também o universo visual e sonoro da série.

Jogabilidade

A jogabilidade é fiel aos títulos originais, permitindo acompanhar a evolução da série ao longo do tempo. Os modos de treino, personalização de cores dos personagens e desbloqueio de extras aumentam a longevidade do jogo. Entretanto, alguns títulos, como Samurai Shodown VI, apresentam quedas de performance e menor fluidez, especialmente em lutas versus. O modo multiplayer local via Ad-Hoc existe, mas também sofre com esses problemas em algumas partidas.

Por que é essencial para o PSP

Samurai Shodown Anthology é uma coletânea de grande valor para o PSP por reunir seis jogos clássicos em um único pacote, preservar a história da série e permitir que fãs e novos jogadores revivam a experiência em qualquer lugar. Os extras e a fidelidade ao material original tornam esta Anthology uma oportunidade única para colecionadores e entusiastas de jogos de luta.

Veredito 

Apesar de algumas limitações de desempenho nas versões mais recentes, a Anthology cumpre seu papel com excelência. Para quem busca portabilidade, nostalgia e uma verdadeira coleção da série Samurai Shodown, esta coletânea é praticamente indispensável. É a combinação perfeita de história, gameplay e charme retrô, consolidando-se como uma das melhores opções para o PSP.

Limbo (Android)

Quando falamos de jogos independentes que marcaram a indústria, Limbo é um dos primeiros títulos que vem à mente. Disponível também para Android, o jogo conseguiu transportar para os dispositivos móveis toda a sua atmosfera única, misturando simplicidade com uma profundidade marcante.

Gráficos

O estilo visual é o ponto mais marcante de Limbo. O jogo aposta em uma estética minimalista em preto e branco, criando uma ambientação sombria e misteriosa. As sombras, o uso do contraste e a ausência de cores vivas contribuem para um clima de tensão constante. Mesmo sem o poder gráfico de grandes engines, o design artístico consegue transmitir mais emoção do que muitos jogos realistas.

Som

O áudio em Limbo é minimalista, mas extremamente eficiente. Não há trilhas sonoras grandiosas; em vez disso, o jogo utiliza sons ambientais, como vento, passos, água e efeitos metálicos, que aumentam a imersão e reforçam a sensação de isolamento. Cada som é colocado de forma estratégica, criando momentos de suspense que fazem o jogador se sentir sempre em alerta.

Jogabilidade

A jogabilidade em Limbo segue o estilo de puzzle-platformer, onde o jogador deve explorar cenários, superar obstáculos e resolver enigmas para avançar. Os controles na versão Android são adaptados de forma simples e intuitiva, permitindo movimentar o personagem e interagir com o ambiente com toques na tela. Os desafios são inteligentes, muitas vezes exigindo observação e experimentação, o que dá ao jogo um ritmo cadenciado, mas envolvente.

Veredito

Limbo no Android mantém toda a essência que fez o jogo ser um marco no mundo dos indies. Com seus gráficos artísticos inconfundíveis, um design de som atmosférico e uma jogabilidade instigante, o título é uma experiência única e inesquecível, que prova que não é preciso exageros para criar uma obra-prima.

Vectorman 2 (Mega Drive)

Quando falamos dos últimos grandes títulos lançados para o Mega Drive, Vectorman 2 sempre aparece entre os destaques. Lançado em 1996, ele chegou como sequência direta do aclamado Vectorman, trazendo melhorias gráficas, novas ideias de jogabilidade e mantendo o estilo de ação e plataforma que marcou o primeiro jogo.

Melhorias em relação ao antecessor

A sequência aproveitou a base sólida do primeiro título e trouxe novidades importantes. Uma das principais está nas transformações de Vectorman, que desta vez são mais variadas e criativas, permitindo ao jogador assumir formas inspiradas em inimigos ou em armas especiais. Isso amplia as possibilidades de combate e exploração, dando frescor à jogabilidade.

Outra melhoria notável está nos efeitos visuais. O jogo continua impressionando com sprites pré-renderizados e animações muito fluidas, mas agora adiciona mais recursos de iluminação e partículas, especialmente em fases mais escuras, onde os disparos e explosões iluminam o cenário de forma dinâmica. Essa característica ajudou a criar uma atmosfera própria, destacando o jogo no fim da vida útil do Mega Drive.

Gráficos

Visualmente, Vectorman 2 mantém a qualidade do primeiro, mas dá um passo além em termos de riqueza de detalhes. As fases são variadas, com cenários que vão de áreas sombrias a ambientes mais abertos, sempre explorando bem os recursos do console. O protagonista continua sendo um dos personagens mais bem animados do 16 bits da Sega, com transformações que chamam a atenção pelo cuidado visual.

Se há um ponto negativo, ele está em algumas fases excessivamente escuras, que podem dificultar a visibilidade dos inimigos e do próprio cenário. Ainda assim, é difícil não se impressionar com o resultado final, considerando as limitações do hardware.

Som

A trilha sonora de Vectorman 2 segue um caminho mais atmosférico e eletrônico, menos melódico que o do primeiro jogo. Isso ajuda a criar uma ambientação única, mas pode não agradar tanto quem procura músicas mais marcantes. Em compensação, os efeitos sonoros são variados e de ótima qualidade, com direito a vozes digitalizadas e impacto convincente dos disparos e explosões.

Jogabilidade

A base da jogabilidade permanece a mesma: ação rápida em plataformas com muita liberdade de movimento. Vectorman continua ágil, podendo atirar em várias direções, pular com precisão e se adaptar ao ritmo acelerado das fases. As novas transformações adicionam variedade, e as fases bônus ajudam a quebrar a rotina entre os níveis tradicionais.

Porém, a dificuldade é um ponto que pode dividir opiniões. Alguns estágios apresentam inimigos em excesso ou desafios que beiram a frustração, exigindo reflexos rápidos e domínio completo dos controles. Além disso, certas fases acabam sendo muito curtas ou lineares, contrastando com outras mais elaboradas.

Veredito 

Vectorman 2 é um dos últimos grandes respiros do Mega Drive e mostra como o console ainda tinha fôlego mesmo em 1996. Embora não cause o mesmo impacto do primeiro jogo, ele mantém a qualidade da série e traz boas melhorias, especialmente nas transformações e nos efeitos visuais. Para fãs de ação e plataforma, é uma sequência que vale a pena conhecer, tanto pela qualidade técnica quanto pelo seu lugar especial na história do 16 bits da Sega.


Castlevania: Aria of Sorrow (Game Boy Advance)

Lançado em 2003 para o Game Boy Advance, Castlevania: Aria of Sorrow é um dos maiores destaques da franquia nos portáteis da Nintendo. Em meio à onda de títulos que consolidaram o estilo “Metroidvania”, esse jogo conseguiu marcar presença ao trazer não apenas um enredo cativante, mas também uma jogabilidade refinada que até hoje é lembrada como referência no gênero.

Gráficos

Para os padrões do GBA, Aria of Sorrow impressiona pela riqueza de detalhes. Os cenários apresentam uma grande variedade de ambientes, todos com atmosfera sombria e ao mesmo tempo carregados de personalidade. Desde corredores góticos até áreas externas iluminadas por tons sombrios, o jogo transmite a sensação clássica de mistério e tensão. A pixel art é muito bem trabalhada, com animações fluidas para inimigos, chefes e para o protagonista Soma Cruz, destacando o cuidado da equipe de desenvolvimento em extrair o máximo do hardware portátil.

Som

A trilha sonora é outro ponto de destaque. As músicas carregam o clima melancólico e épico da franquia, misturando melodias intensas com temas atmosféricos que se encaixam perfeitamente em cada área explorada. Os efeitos sonoros, como golpes de espada, feitiços e o som característico dos inimigos sendo derrotados, completam a imersão e fazem o jogador sentir-se realmente dentro de um castelo sombrio.

Jogabilidade

Aria of Sorrow trouxe uma inovação marcante com o sistema Tactical Soul, que permite a Soma absorver as almas de inimigos derrotados e utilizar suas habilidades. Isso acrescenta uma enorme variedade de estratégias e dá ao jogador liberdade para personalizar seu estilo de combate. Além disso, a progressão no estilo “Metroidvania” se mantém viciante: explorar, desbloquear novas áreas e enfrentar chefes se torna uma experiência recompensadora. Os controles respondem muito bem, o ritmo do jogo é equilibrado e a dificuldade é justa, desafiando sem frustrar.

Veredito 

Castlevania: Aria of Sorrow é, sem dúvida, um marco da franquia nos portáteis da Nintendo. Com gráficos caprichados, trilha sonora envolvente e uma jogabilidade inovadora e viciante, o título se mantém como um dos melhores da série e um dos grandes jogos do Game Boy Advance. Para fãs de ação, exploração e da atmosfera única que a saga Castlevania oferece, este é um jogo obrigatório.

California Games – Master System

Quando falamos em títulos divertidos e memoráveis do Master System, California Games sempre aparece entre os primeiros. Lançado em uma época em que o console da Sega disputava espaço com concorrentes mais fortes, o jogo conseguiu conquistar seu lugar com muito estilo, variedade e, principalmente, diversão.

Diversão sem limites

O ponto mais marcante de California Games é justamente a sua proposta: oferecer diferentes esportes ao estilo “praia californiana”. Em um único cartucho, o jogador podia experimentar modalidades variadas, como skate, surf, BMX e até o icônico footbag (mais conhecido como “altinha”). Essa diversidade garantia que a jogatina nunca fosse repetitiva, tornando o jogo ideal para partidas rápidas ou até mesmo competições entre amigos.

Gráficos

No Master System, os gráficos de California Games surpreendem pela boa definição dos cenários e sprites. Cada modalidade apresenta ambientes distintos e bem coloridos, transmitindo bem a atmosfera ensolarada da Califórnia. Embora simples se comparado a versões de outros consoles, o visual da versão 8 bits da Sega é carismático e cumpre seu papel com eficiência.

Som

As trilhas e efeitos sonoros são simples, mas funcionais. O Master System tinha limitações em relação à qualidade sonora, mas o jogo aproveita bem o hardware, criando músicas animadas que acompanham a ação e sons que ajudam na imersão, como os efeitos do skate deslizando ou da bicicleta saltando obstáculos. Não são marcantes a ponto de ficarem na memória por anos, mas complementam bem a experiência.

Jogabilidade

A jogabilidade é um dos pontos altos do título. Cada esporte tem sua própria mecânica e controles, exigindo prática para dominar. Enquanto no surf a precisão dos movimentos é crucial, no footbag a paciência e coordenação são recompensadas. Apesar de algumas modalidades parecerem difíceis no início, a curva de aprendizado é satisfatória e contribui para o fator “viciante” do jogo.

Veredito

California Games é, sem dúvida, um dos jogos mais divertidos do Master System. Sua variedade de modalidades, a simplicidade envolvente e a possibilidade de competir com amigos garantem horas de jogatina. Mesmo com gráficos e sons limitados pela plataforma, o conjunto é tão bem construído que o jogo se tornou um clássico querido até hoje.

Se você procura um título para reviver a nostalgia do Master System e se divertir sem complicações, California Games é escolha certeira.